O mundo se encontra aqui

O mundo se encontra aqui

A multidão inquieta se movia incansável de um lado a outro do grande salão, vozes roucas e agudas ao contar estórias se perdiam com as risadas.  Sempre estórias de castelos e monstros, casas mal assombrada e desbravamentos da infância.

Eu poderia ficar a noite toda apenas a ouvir aquelas estórias, e era o que muito fazia. Indo embora somente quando podia ver o azul escuro do céu se transformar em rosa e dourado enquanto a luz banhava as montanhas e fazia dos orvalhos pequenas gotas de cristais que enfeitavam o gramado.

Na sala ao fim do corredor, podiam-se ver as sombras na parede iluminadas pela luz de velas. E enquanto esperava o chiar da chaleira, observava o fogo crepitar em cores que me faziam viajar para longe.

De repente, o rapaz com olhos de coruja começou a servir champagne. E a menina de cabelos loiros encaracolados sorria de maneira cômica, encantada com as estrelas que apenas os adultos podiam tocar.

Foto retirada da internet(http://cantinhomaisum.files.wordpress.com/2009/09/escrever.jpg)

Haviam tantas pessoas de diferentes lugares naquele salão que os sotaques se perdiam, e, mesmo sem bebericar algo, você corria o risco de ficar tonto.
O mexicano da voz rasgada oferecia os famosos Tacos, e creio que ninguém ousou recusá-lo. O italiano convencido argumentava que nenhuma culinária do mundo poderia ser comparada com a de seu país. Todos o ignoraram, visto sua presunção.

O senhor de boina e camisa listrada, não parava um só segundo. Falava alto, sorria, sussurrava. Às vezes parecia contar um segredo, outrora, gargalhava alto o suficiente para que o mundo escutasse sua risada. Todos queriam saber como aquele senhor de olhos d’água conseguiu viajar o mundo vendendo doces. Era a história de sua vida. E eu me perguntava se todas as palavras que ele deixava flutuar no ar gélido da sala, derrotando monstros, decifrando códigos, voando com dragões e viajando no tempo eram mesmo reais. Eu queria que fossem.

Quando os primeiros raios de sol alcançaram a antiga vidraça do salão, o homem curvado chegou discreto. Ao som de Creedence, anuncia:

- As maravilhas do mundo: Chocolates

Por: Bruna Maria 

Festival de Talentos da Universidade de Mogi das Cruzes

O que eu vi do 5º Festival de talentos da UMC

A quinta edição do festival de talentos da Universidade de Mogi das Cruzes aconteceu no ultimo dia 31 no teatro Manoel Bezerra de Melo, o famoso” Bezerrão”. A edição comemorativa de 5 anos do festival trazia apresentações das edições passadas e estava recheado de música, humor, dança e com direito a bolo de aniversário e até pedido de casamento.

 
Festival de Talentos 

O evento é organizado pelo professor Hércules e por todos os alunos dos cursos de comunicação da Universidade dispostos a ajudar, aprender e claro, mostrar seus talentos desde a produção até assistência de palco.

Mas hoje vou compartilhar com vocês o que eu, uma aluna de jornalismo que foi assistir o festival pela primeira vez, aprendeu com todo o evento que durou apenas 2 horinhas, mas podia durar facilmente o dia todo. No ano passado preferi ficar em casa, provavelmente vendo algum programa bobo de tv ao invés de ir prestigiar o evento, escolha errada, obviamente, pois podia ter conhecido a magia do FDT bem antes. Mas sempre é tempo, certo?

Nesse ano venci o cansaço e enfrentei o Bezerrão lotado a procura de um lugar para assistir o tão falado festival. E quando aquelas pessoas começaram a dançar... Tudo fez sentido. Eu finalmente entendi o quanto aquele evento é importante para a universidade. Aqueles alunos dançando, eram em maioria, da minha sala e a outra parte eu conhecia dos corredores da UMC. Eles estavam super felizes por estarem participando de tudo e não só eles. A parte de produção, apresentação, organização do evento, todo o time eram de alunos, iguais a mim. O que me fez refletir que tudo é possível, pois com dedicação e coragem podemos criar e organizar um evento incrível que trouxe alegria para uma segunda – feira comum.

Parabéns a todos os envolvidos pela dedicação, trabalho, envolvimento. Vocês fizeram um evento maravilhoso e muito profissional. Como o professor Hércules disse no dia: Comunicação é o curso mais amor que tem na umc!

Com certeza no ano que vem estarei envolvida com esse projeto tão bonito! Me arrisco a dizer que toda a equipe Cultmix estará.
Bruna Souza, Ana Carolina, Lidia Lima, Camila Bernardi e Nailla Reis
Equipe Cultmix News acompanhando o festival


Por: Ana Carolina Oliveira

Teatrando

Teatrando


3ª edição do Festemc realizado neste ano no Teatro Vasquez

Olá, seguidores do CultMix New! A partir de hoje, iniciaremos a série “Teatrando”, cuja finalidade é tratar sobre Teatro e suas várias vertentes. Durante algumas semanas, você irá conhecer a origem do teatro, como eram realizados os papéis femininos. Além dos vários tipos de teatro, palcos e gírias que permeiam esta arte com a capacidade de encantar, refletir, questionar e reinventar a própria sociedade. Pois, como sabemos, o Teatro vai além dos palcos. Iniciaremos, assim, com uma pequena introdução sobre Teatro que será aprofundado nas próximas semanas.

O Teatro surgiu no século VI a.C na Grécia durante festas dionisíacas realizadas em homenagem ao Deus Dionísio, Deus do vinho. O teatro, tal como conhecemos hoje, surgiu de um acontecimento inusitado. Quando um participante, durante as festas ao Deus Dionísio, vestiu uma máscara com cachos de uva em praça pública e disse: “Eu sou Dionísio”. Todos ficaram espantados com o atrevimento do homem que ousou se “colocar” no lugar do Deus, seu nome era Téspis, considerado o primeiro ator da história do teatro ocidental.

Já no Brasil, o primeiro contato com o teatro veio com a chegada dos colonizadores que para evangelizar os índios utilizaram o teatro como meio de catequiza-los, sendo o padre Anchieta um dos principais jesuítas a utilizar essa forma de representação chamada de “teatro de catequese”, ressaltando assim que o Teatro naquela época tinha maior cunho religioso do que artístico. As peças eram improvisadas, sendo os atores: índios e futuros padres apresentando em praças púbicas, igrejas e colégios.

No início da história do teatro, somente os homens podiam participar das encenações e para os papeis femininos os atores gregos utilizavam máscaras. Foi somente durante o século XVII quando a Europa passava por grandes transformações, a mulher pode, assim, participar diretamente do teatro. Segundo registros, a primeira atriz da história do teatro foi Therese du Parc, atriz francesa integrante do grupo de Molière.

Grandes nomes do Teatro -desde sua origem- permanecem vivos até os dias de hoje, tais como: Aristófanes, Ésquilo, Augusto Boal, Bertold Brecht, Cacilda Becker, Gil Vicente, Martins Pena, Molière, Vsevolod Meyerhold, William Shakespeare, entre outros que fizeram e continuam a inspirar.

Por: Bruna Souza




Do contrario não diga nada

Do contrario não diga nada


Do contrario não diga nada

Sim, não fale besteira, grite de amor e cante poemas
Porque tudo passa de pressa e nada é para sempre
Então, do contrario não diga nada
Nada que machuque ou desminta a verdade dita

Queria poder anunciar que a vida é bela, mas ta difícil
Cada um por si e facas enviadas no peito com palavras
Então, sai dançando sem musica
Pega a solidão e beije -a, abrace o mar

Mas, do contrario não diga nada
Nada que de faça voltar para traz
Que conduza a perfeição, vale apena
porque errar é humano

Porem tuas palavras podem perfurar o oceano
Então, do contrario não diga nada.

Patrícia Barreto
#CultMix

Cabeça na bandeja

Cabeça na bandeja

Cabeça na bandeja 

Alguns se vão tão cedo na flor da idade, quando nem ainda se viu o sol nascer
Outros se vão ainda no ventre, deixem lagrimas nos olhos da mulher que os acolheu
Alguns morrem de cansaço, fatiga da idade, deixam filhos
A doença é traiçoeira mata rápido, às vezes em silêncio sufocando tanta gente

Outros se vão sem motivo algum, com algo alojado no corpo por causas bobas
Alguns deixam filhos, famílias alguém necessitado de abraço de um colo carente...
Carente de pai, mãe, amigo, irmão, tia...
Como é injusto esse jogo, morte.

Alguns querem matar Eva
Eu quero apenas pedir sua cabeça por encomenda dona morte
Como Herodias pediu a cabeça do Apostolo João na bandeja
Volte aqui traga todos os outros e os alguns que você levou
Eu não tenho medo de você, caso queira saber
Pois essa dor ela é insuportável.


 Patrícia Barreto

O outro lado da ilha

Resenha: Livro - O outro lado da ilha 


Olá pessoal!!! Está semana vamos falar sobre o livro O Outro Lado da Ilha. Por acaso, este livro também é da coleção Vaga-Lume e se gostou do outro, gostará deste também. Vamos começar

Data da primeira publicação: 1986
Autores: Jô Fevereiro, José Maviael Monteiro

O livro conta a história de alguns  turistas que decidem viajar para uma ilha, porém, alguns imprevistos acontecem e eles acabam ficando presos. Por não conhecer essa ilha, ficam sujeitos à algumas ameaças.

É um livro muito interessante de suspense e com uma linguagem simples e para jovens não é encontrado facilmente. Ele não possui muitas páginas e tem até um toque romântico no meio de todo suspense.
O final pode não te deixar tão satisfeito, mas o livro inteiro é muito animador.

Ficaram ansiosos para ler? Deixe sua opinião deixe nos comentários!!!

Por: Victor Neres

Gastronômia

Festival Food Truck

Olá seguidores do blog Cultmix News!

Na tarde de sábado (8) nossa equipe visitou o primeiro festival de Food Truck em Arujá. E quem disse que gastronomia não é cultura?
                                                     Lanche Kyoto Salmão Grelhado
                                                                (Truck Japonês)



Os   Food Trucks ou caminhões de comida são veículos estilizados e adaptados para produzir comida na rua. Os Trucks nasceram há muito tempo, por volta de 1860, algumas referências citam Texas, nos Estados Unidos. Charles Goodnight na época transportava alimentos e utensílios em um caminhão militar.




Para fugir da crise muitos trocam o restaurante pelos Trucks, um ponto positivo seria a locomoção, a facilidade de ir para lugares onde é possível fazer uma boa venda, o negativo é se manter. Hoje com muitos Trucks nas ruas é preciso inovar para não ficar para trás.Apesar de a gastronomia ser um bom negócio, é preciso cuidado ao trabalhar nessa área. Muitos restaurantes e até Trucks são barrados pela vigilância sanitária devido à falta de higiene e outros problemas. Agora é mais fácil trabalhar com os caminhões na rua já que há pouco tempo leis para o comércio na rua foram aprovados para alegria dos donos dos Trucks.



Os Trucks tem um cardápio bem variado, aí entramos na cultura, muitos apostam em comidas típicas de países, como, comidas brasileiras, italianas, mexicanas,japonesa. E até mesmo pratos famosos, como, hambúrgueres, coxinhas e cerveja artesanal. Outro diferencial seria o preço: são comidas de restaurantes, mas com um valor mais acessível.


Agora que conhecemos um pouco sobre o Food Truck, acompanhe um pouco do festival que aconteceu em Arujá.