Teatrando

Teatrando


3ª edição do Festemc realizado neste ano no Teatro Vasquez

Olá, seguidores do CultMix New! A partir de hoje, iniciaremos a série “Teatrando”, cuja finalidade é tratar sobre Teatro e suas várias vertentes. Durante algumas semanas, você irá conhecer a origem do teatro, como eram realizados os papéis femininos. Além dos vários tipos de teatro, palcos e gírias que permeiam esta arte com a capacidade de encantar, refletir, questionar e reinventar a própria sociedade. Pois, como sabemos, o Teatro vai além dos palcos. Iniciaremos, assim, com uma pequena introdução sobre Teatro que será aprofundado nas próximas semanas.

O Teatro surgiu no século VI a.C na Grécia durante festas dionisíacas realizadas em homenagem ao Deus Dionísio, Deus do vinho. O teatro, tal como conhecemos hoje, surgiu de um acontecimento inusitado. Quando um participante, durante as festas ao Deus Dionísio, vestiu uma máscara com cachos de uva em praça pública e disse: “Eu sou Dionísio”. Todos ficaram espantados com o atrevimento do homem que ousou se “colocar” no lugar do Deus, seu nome era Téspis, considerado o primeiro ator da história do teatro ocidental.

Já no Brasil, o primeiro contato com o teatro veio com a chegada dos colonizadores que para evangelizar os índios utilizaram o teatro como meio de catequiza-los, sendo o padre Anchieta um dos principais jesuítas a utilizar essa forma de representação chamada de “teatro de catequese”, ressaltando assim que o Teatro naquela época tinha maior cunho religioso do que artístico. As peças eram improvisadas, sendo os atores: índios e futuros padres apresentando em praças púbicas, igrejas e colégios.

No início da história do teatro, somente os homens podiam participar das encenações e para os papeis femininos os atores gregos utilizavam máscaras. Foi somente durante o século XVII quando a Europa passava por grandes transformações, a mulher pode, assim, participar diretamente do teatro. Segundo registros, a primeira atriz da história do teatro foi Therese du Parc, atriz francesa integrante do grupo de Molière.

Grandes nomes do Teatro -desde sua origem- permanecem vivos até os dias de hoje, tais como: Aristófanes, Ésquilo, Augusto Boal, Bertold Brecht, Cacilda Becker, Gil Vicente, Martins Pena, Molière, Vsevolod Meyerhold, William Shakespeare, entre outros que fizeram e continuam a inspirar.

Por: Bruna Souza




Do contrario não diga nada

Do contrario não diga nada


Do contrario não diga nada

Sim, não fale besteira, grite de amor e cante poemas
Porque tudo passa de pressa e nada é para sempre
Então, do contrario não diga nada
Nada que machuque ou desminta a verdade dita

Queria poder anunciar que a vida é bela, mas ta difícil
Cada um por si e facas enviadas no peito com palavras
Então, sai dançando sem musica
Pega a solidão e beije -a, abrace o mar

Mas, do contrario não diga nada
Nada que de faça voltar para traz
Que conduza a perfeição, vale apena
porque errar é humano

Porem tuas palavras podem perfurar o oceano
Então, do contrario não diga nada.

Patrícia Barreto
#CultMix

Cabeça na bandeja

Cabeça na bandeja

Cabeça na bandeja 

Alguns se vão tão cedo na flor da idade, quando nem ainda se viu o sol nascer
Outros se vão ainda no ventre, deixem lagrimas nos olhos da mulher que os acolheu
Alguns morrem de cansaço, fatiga da idade, deixam filhos
A doença é traiçoeira mata rápido, às vezes em silêncio sufocando tanta gente

Outros se vão sem motivo algum, com algo alojado no corpo por causas bobas
Alguns deixam filhos, famílias alguém necessitado de abraço de um colo carente...
Carente de pai, mãe, amigo, irmão, tia...
Como é injusto esse jogo, morte.

Alguns querem matar Eva
Eu quero apenas pedir sua cabeça por encomenda dona morte
Como Herodias pediu a cabeça do Apostolo João na bandeja
Volte aqui traga todos os outros e os alguns que você levou
Eu não tenho medo de você, caso queira saber
Pois essa dor ela é insuportável.


 Patrícia Barreto

O outro lado da ilha

Resenha: Livro - O outro lado da ilha 


Olá pessoal!!! Está semana vamos falar sobre o livro O Outro Lado da Ilha. Por acaso, este livro também é da coleção Vaga-Lume e se gostou do outro, gostará deste também. Vamos começar

Data da primeira publicação: 1986
Autores: Jô Fevereiro, José Maviael Monteiro

O livro conta a história de alguns  turistas que decidem viajar para uma ilha, porém, alguns imprevistos acontecem e eles acabam ficando presos. Por não conhecer essa ilha, ficam sujeitos à algumas ameaças.

É um livro muito interessante de suspense e com uma linguagem simples e para jovens não é encontrado facilmente. Ele não possui muitas páginas e tem até um toque romântico no meio de todo suspense.
O final pode não te deixar tão satisfeito, mas o livro inteiro é muito animador.

Ficaram ansiosos para ler? Deixe sua opinião deixe nos comentários!!!

Por: Victor Neres

Gastronômia

Festival Food Truck

Olá seguidores do blog Cultmix News!

Na tarde de sábado (8) nossa equipe visitou o primeiro festival de Food Truck em Arujá. E quem disse que gastronomia não é cultura?
                                                     Lanche Kyoto Salmão Grelhado
                                                                (Truck Japonês)



Os   Food Trucks ou caminhões de comida são veículos estilizados e adaptados para produzir comida na rua. Os Trucks nasceram há muito tempo, por volta de 1860, algumas referências citam Texas, nos Estados Unidos. Charles Goodnight na época transportava alimentos e utensílios em um caminhão militar.




Para fugir da crise muitos trocam o restaurante pelos Trucks, um ponto positivo seria a locomoção, a facilidade de ir para lugares onde é possível fazer uma boa venda, o negativo é se manter. Hoje com muitos Trucks nas ruas é preciso inovar para não ficar para trás.Apesar de a gastronomia ser um bom negócio, é preciso cuidado ao trabalhar nessa área. Muitos restaurantes e até Trucks são barrados pela vigilância sanitária devido à falta de higiene e outros problemas. Agora é mais fácil trabalhar com os caminhões na rua já que há pouco tempo leis para o comércio na rua foram aprovados para alegria dos donos dos Trucks.



Os Trucks tem um cardápio bem variado, aí entramos na cultura, muitos apostam em comidas típicas de países, como, comidas brasileiras, italianas, mexicanas,japonesa. E até mesmo pratos famosos, como, hambúrgueres, coxinhas e cerveja artesanal. Outro diferencial seria o preço: são comidas de restaurantes, mas com um valor mais acessível.


Agora que conhecemos um pouco sobre o Food Truck, acompanhe um pouco do festival que aconteceu em Arujá.





Ritual fúnebre celebra a vida

Ritual fúnebre celebra a vida


 Danças, cantos, plumagem e pinturas. É assim o processo de funeral que a tribo Bororo executa no rito de celebração da vitória da vida sobre a morte.

Conhecidos por seus rituais como a “Festa do Milho” ou “Perfuração de orelhas e lábios”, a tribo Bororo habita o planalto central do estado do Mato Grosso, distribuído em espaços demarcados: Jarudore, Meruji, Tadarimana, Tereza Cristina e Perigara.

Com uma população de cerca de 2000 indivíduos, o funeral é o mais longo de todos os rituais Bororo, tal pode durar aproximadamente três meses. Os Bororos acreditam que quando uma pessoa morre sua alma (“Aroe” em sua língua nativa) passa a habitar animais como: onça pintada e onça parda. O corpo morto é então enterrado em uma cova rasa no centro do pátio da aldeia e regado diariamente para acelerar o processo de decomposição. Durante esse período “grandes rituais são realizados”. Segundo Sylvia Caiuby Novaes, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo e estudiosa da tribo Bororo há mais de trinta anos, “Os funerais constituem também momentos muito especiais para essa sociedade, momento de forte expressão estética, seja por meio de cantos, danças ou ornamentos”.

Representante do morto dança no centro
 do pátio da Aldeia Fonte:
 Sylvia Caiuby Novaes
Um membro da aldeia é escolhido para representar o morto. Seu corpo é então recoberto por plumagem e pinturas, sua face coberta com palha para que mulheres e crianças não o reconheçam quando dançar, pois este não é mais apenas um homem da aldeia e sim “Aroe”, ser evoluído que se “apresenta ao mundo dos vivos”.

Entre as várias tarefas do representante, esta a de caçar um felino para que o couro possa ser entregue à família do morto. Os Bororo creem que a “caçada desse animal assegura a vingança do morto”, diz Novaes.
Todos os pertences do morto deverão ser destruídos e seus ossos lavados em um rio. O representante deve pinta-los e coloca-los em um cesto que deverá ser entregue à família. Os ossos são, enfim, colocados em uma bandeja de palha que deverá ser carregadas por parentes ao som de “choros”.

Um cantor experiente evoca a alma do finado e todos os mortos para ajuda-lo a entrar na aldeia dos mortos.

O cesto com ossos é costurado junto a mechas de cabelos de parentes falecidos. Levado de casa em casa, depois de alguns dias será definitivamente enterrado.

Mesmo convivendo com o “homem branco” há quase 400 anos, a tribo Bororo continua suas tradições de maneira intacta, em ritos que mantém vivo seus valores e crenças. É nós funerais que são evocados as almas de antepassados e heróis. É neste ritual que são reafirmados os valores desta sociedade e onde o “luto indica a vitória da vida sobre a morte”.

Por: Bruna Maria